sábado, 10 de abril de 2021

Sobre a mãe de Jesus

Maria é o ser humano mais importante que já habitou este planeta, depois de Jesus. Neste sentido, não vejo porque devemos negar a ela o nome de rainha dos homens, senhora sobre os homens. Eu negaria tal título apenas se "senhora" quisesse significar que eu devo obedecer a Maria, ou achar que ela pode ter um papel na minha salvação em Cristo, meu único Senhor neste sentido. Mas para mim, "senhora" é apenas um sinal de respeito, o que Maria merece demais.

Não importa que a maioria dos evangélicos que criticam o tratamento católico a Maria acabe amando muito mais a Cristo-Deus e pouco falando sobre o Cristo-homem. Há certo nojinho da carne por parte de alguns. Há pessoas que acham um escândalo confessar que Cristo subiu ao céu em carne, mesmo que você mencione os ferimentos que Tomé tocou. Agora, se o anjo Gabriel disse que Maria era a abençoada, a bendita entre as mulheres, significa que Gabriel, que representa o céu, falava de todas as mulheres ou ao menos contemplava as mulheres falando das outras mulheres, e notava que o nome de Maria era um nome impecável para o plano divino.

Antes eu imaginava que o fato de Maria, no seu cântico, confessar a própria baixeza, era uma forma de negar qualquer atenção a ela em todos os âmbitos, mas a humildade deve agigantar as pessoas. Quando Jesus diz que nenhum homem é maior que João, o Batista, ele também diz que no céu, aquele que é o menor, é maior que João, acredito que falando de si mesmo. Se Jesus é rei Maria se torna menos que uma rainha automaticamente, a não ser no sentido de todo o cristão é feito rei e sacerdote.

Eu tinha dificuldade de chamar Maria de mãe, mas percebi que não fazia sentido não sentir que Cristo era nosso irmão e amigo. Eu já chamei a mãe de alguns amigos de mãe. Por que só com Maria seria inadequado? Claro que chamar Maria de mãe diante de alguns protestantes pode dar a impressão imediata de que aceitamos todo o dogma católico. Mas se pensarmos bem, no âmbito pessoal, chamar Maria de mãe nem fede e nem cheira em termos de comportamento cristão. Agora eu acho que Maria se sente triste porque pessoas acham ruim que outras a chamem de mãe. Maria chorou o desesperado choro de uma mãe sobre a fronte morta do Emanuel, Deus conosco que se fez carne para nos reconciliar consigo mesmo. Ela não aceitaria a briga cristã dos últimos séculos em torno do seu nome.

Dizer que a mera admiração a Maria como mãe, senhora da humanidade, amiga, irmã ou mesmo rainha, é idolatria, é de uma forçação de barra gritante, pois ninguém que ama Maria a tal ponto tentará torná-la divina apenas admirando, ainda que a chame de santíssima virgem. Se ser santo é ser "separado" do mal para realizar a vontade de Deus, eu não teria problemas em dizer que a mulher escolhida e separada pela mensagem divina de Gabriel, pode ser chamada de santíssima, pois ela foi santa e bendita entre todas as mulheres. É um grau de santidade imenso se pensarmos bem.

Me soa estranho pedir a nossa senhora que "cuide de mim". Jesus disse que orássemos ao Pai em Seu santo nome. Jesus é o canal pelo qual nossa mensagem chegará a Deus. Maria não pode fazer este papel. Mas também é errado dizer que Maria nada pode fazer agora, pois se ela estiver acordada agora, com Deus, ela pode estar ao menos pedindo a Deus que venha logo buscar a Sua igreja (Ap. 6), o que é de grande valia e importância, porque eu bem que estou querendo ir logo morar com os santos. Estou ansioso para que Deus me aceite. Estou ansioso para conhecer Maria e os outros santos.

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